A vida é rara demais para não ser vista.
Essa frase me acompanha porque ela traduz a forma como escolhi existir
Sempre acreditei que compreender alguém é um dos gestos mais profundos de cuidado. Antes de qualquer diagnóstico, existe uma história. Antes de qualquer sintoma, existe uma pessoa.
Talvez seja por isso que me apaixonei pela psiquiatria.
Não pela possibilidade de explicar as pessoas, mas pela oportunidade de conhecê-las.
Tenho curiosidade pelos universos que cada um carrega. Gosto de escutar sem pressa, de fazer perguntas, de suspender certezas. Acredito que duas pessoas nunca olham para a mesma realidade exatamente da mesma forma, porque cada uma enxerga através da própria história.
A consulta, para mim, nasce desse encontro.
Do momento em que alguém percebe que pode existir por inteiro, sem precisar caber em rótulos ou expectativas.
Porque, pra mim, cuidar é isso: permitir que alguém seja verdadeiramente visto.
A psiquiatria que eu vivo

É feita de pessoas,
histórias,
silêncios,
afetos
e vínculos.
Aqui, o cuidado acontece de forma inteira
olhando não apenas para o que dói,
mas também para o que sustenta,
para o que falta e para o que ainda pode florescer.
O cuidado que eu acredito
Tempo
Cada consulta acontece sem pressa
Escuta
Antes de procurar respostas, procuro compreender
Singularidade
Nenhuma história cabe apenas em um diagnóstico
Continuidade
O cuidado não termina quando a consulta acaba
Para quem é esse espaço
Nem toda pessoa procura um psiquiatra pelo mesmo motivo
Algumas chegam porque já sabem que precisam de tratamento
Outras apenas perceberam que algo mudou no sono, no humor, na energia, na forma de se relacionar, e ainda não sabem nomear
Há quem conviva com ansiedade há anos
Há quem esteja atravessando um luto
Há quem tenha aprendido a conviver com um sofrimento que já merece ser olhado
E há quem nunca tenha entrado em uma consulta psiquiátrica antes
Meu consultório é pra quem deseja compreender o que está vivendo antes de decidir, com cuidado, qual caminho seguir
Quem sou
Minha escolha pela psiquiatria nasceu da percepção de que existem dores que nem sempre aparecem por fora, mas atravessam profundamente a vida de alguém.
Crescer em uma família atravessada pelo autismo mudou a forma como enxergo a saúde mental, o cuidado e os vínculos.
Foi ali que comecei a perceber que, por trás de cada sintoma, existe uma história que precisa ser escutada com presença e humanidade.
Acredito em uma psiquiatria que não se limita a diagnósticos ou protocolos.
Uma prática que considera a singularidade de cada pessoa, seu contexto, seus afetos e aquilo que ainda não conseguiu ser colocado em palavras.
Minha prática é guiada pelo tempo, pela escuta e pelo compromisso de construir um cuidado que faça sentido para cada pessoa.
Sou médica e pós-graduanda em Psiquiatria pela Santa Casa de São Paulo
